Warning: Missing argument 2 for wp_widget() in /home/ourbrain/public_html/spyer.com.br/wp-includes/widgets.php on line 76
e/spyer » espyer

Arquivo

Arquivo do autor

Capital, social!

15, julho, 2009 espyer 3 comentários

Morei nos EUA dos 14 aos 17. Pude perceber na pele o que era segregação racial. Na escola tinha o lado em que ficavam os brancos, os mexicanos/latinos e os negros. Eu acabava misturando com todos. Jogava basquete com os negros e fiquei amigo, tinha uma turma pequena de brasileiros, falava com os latinos e com os brancos numa boa.  Mas percebia perfeitamente que não havia uma união. Não um preconceito na cara… era mais uma coisa de: eu pertenço a essa turma, é aqui que vou ficar.

Num país desses é impressionante como um negro com nome de muçulmano poderia se eleger. Isto me intriga até hoje. Barack Obama teve realmente uma estratégia enorme que vai além de marketing por trás. Quis saber mais infos e achei uma palestra interessantíssima no TED do Clay Shirky que mostra exatamente como a mídia social pode fazer história.

Ele comenta sobre como a idéia motivou indivíduos e tem o conceito de “spreadability”.  Faz um paralelo com uma campanha política na Nigéria que usou a tecnologia SMS versus a Norte Americana que utilizou de uma plataforma tecnológica. Ressalta a transferência de Capital Social e não Capital Tecnológico. Passa pela evolução dos meios. Twitter na China… The Great Firewall of China… uma palestra muito interessante.

Internet is the first media in history that has native support for groups and conversation at the same time. Where the phone gave us the one to one power; television, books, magazine gaves us the one to many pattern; the internet gives us the many to many pattern.”

Segue a palestra por completo:

Lembrei também deste case que estave em Cannes este ano… da Droga5 de Nova York.

A estratégia de Obama para conseguir o voto de Judeus Ortodoxos na Florida. Fantástico.

The Great Schlep: Jewish Council for Education and Research

E vou colocar por último o vídeo musical da campanha:

e o cartaz que ficou mundialmente conhecido e em tão pouco tempo fez história:

obama-yes-we-can

Quem tiver um tempo, vale ver as palestras do TED, ideas worth spreading. Veja por categoria de seu interesse. Sempre tem uma melhor que a outra.

A mídia mudou. Yes we can!

Crispin Porter + Bogusky, Simples e Surpreendente!

6, julho, 2009 espyer Sem comentários

crispin+logo

Quando fui morar em Miami, com 14 anos, já tinha em mente que gostaria de trabalhar em publicidade, sem muito saber o que era ou como era. Talvez por meu pai trabalhar em um canal de televisão e ter acesso aquele mundo por trás das telas.

Cheguei sabendo três palavras em inglês: “How are you?” Mas imagina que isto significava: “Qual é o seu nome?” Demorou um tempo para aprender e logo nas primeiras aulas quis saber como era publicidade em inglês: advertising. Nada fácil! Ai complicou ainda mais…

Um cara que eu era fã no Brasil é o Washington Olivetto. Uma grande inspiração para todos: “alo, alo, W/Brasil”. E quando cheguei por lá queria saber quem eram os feras. Me falaram de uma tal de  Crispin Porter + Bogusky, além de outras como a Wieden+Kennedy (na época com suas maravilhosas campanhas para a Nike) e também de grandes redes DDB, BBDO, entre outras.

Nesse post, vou falar especificamente da CP+B, que surpreendeu a todos com suas recentes campanhas para Burger King, Hulu, Dominos… e me surpreendeu três vezes esta semana.

Primeiro com esta incrível palestra Chuck Porter organizada pelo Clube de Criação de São Paulo – CCSP.

Eu não acho que a informação mais valiosa sobre como pensamos sobre marcas virá de um artigo ou de um livro publicado na semana passada. Acho que veio bem antes, por volta de 380 a.c.  e foi desenvolvida por um dos primeiros grandes publicitários, Platão. E o que ele disse foi: “não existe aprendizado sem emoção”

Vale prestar atenção em sua filosofia de trabalho:

Palestra Porter CCSP – São Paulo from Emanuel Spyer on Vimeo.

Esta filosofia me surpreendeu mais uma vez quando acessei seu novo website (http://beta.cpbgroup.com/) totalmente em beta e totalmente de acordo com a filosofia de empresa. É um experimento digital em seu site corporativo. Um site que mostra blogs, twittes, news, trabalhos criativos, abas para cada cliente, em tempo real: tudo em um só lugar. E o que achei mais incrível: SIMPLES e SURPREENDENTE.

CP+B website

E não é que conseguiram me surpreender de novo. Ao clicar em developers aparece o seguinte recado:

We like sharing. If we wanted to keep things to ourselves, we wouldn’t have built a site that shows you the nasty things people say about us alongside all the nice stuff. In fact, we like sharing so much we’re even going to share this site with you by making Nude, the code behind cpbgroup.com, open source. We’ll be releasing it soon so check back often. And then do with it what you like. Build a website for yourself. Add a module to your existing site. Or, if you’re into sharing too, maybe you want to develop a new module for our site. We can’t promise we’ll use it. But if it’s amazing, we promise we’ll be amazed. Because besides sharing, we also like really smart people.

Vou entrar de novo com certeza para ver este Open Source!
K.I.S.S.

Cannes – Um Leão para um Cão!

28, junho, 2009 espyer Sem comentários
The most creative dog in the world

Cannes este ano estava mais para cadela, e o nome dela é Tura, foi inscrita em todas as peças como Creative Advisor pelo Chacho – Diretor Criativo da Leo Lisboa. No site (http://www.turathedog.com) você verá tudo o que o cachorro ganhou no maior prêmio publicitário do mundo e em outros concursos.

Será que foi uma Sátira com o concurso?

Onde a Leo ganhava prêmios, lá estava a cadela no palco, com direito a crachá e tudo. Uma bela sacada!

Eu nunca fui muito ávido a prêmios publicitários porque sabia que a grande maioria era fantasma. Ou seja, quase tudo o que víamos nunca foi aprovado pelo cliente, muito menos veiculado.

Mas este ano, Murilo Melo, criativo da Dm9 falou uma coisa interessante que foi propagada por Flavio Proença, e que mudou meu conceito sobre o prêmio: “imagine que Cannes é a nossa fashion week, e estamos criando peças que normalmente não saem na rua, mas são tendências para as próximas estações.”

Concordei com o pensamento dele. Mas o que achei mais bacana deste ano foram os que realmente aconteceram, principalmente as campanhas para Burger King:

Freakout:

Virgins:

E também a campanha do melhor emprego do mundo:

E lógico as campanhas da Cadelinha Tura:

Cruz Vermelha

Museu Efêmero

O que eu fico mais chateado é que sei que os números de resultados na grande maioria de cases que vai para Cannes são aumentados ou inventados.

Mas tem um, que considero o melhor de tempos, e que os números não mentem. Uma campanha que foi pura estratégia de marketing/comunicação/posicionamento. A campanha política de Barack Obama. Vale ler um pouco mais na matéria da AdAge. E também ver esta entrevista com o Kotler:

Este ano a DDB levou para palestrar em Cannes o David Plouffe, estrategista da campanha. E também ficou em segundo lugar como melhor rede mundial de publicidade.

A Dm9 festeja muito o titulo de Agência do Ano! Foi um trabalho feito a base da fashion week, que fez com que os criativos pensassem fora da caixa por um ano para este prêmio. E trouxe a agência de volta ao topo da publicidade mundial.

Mesmo com todo esse aue sobre Cannes, um prêmio que considero verdadeiramente relevante tanto para agência quanto para o cliente é o Effie Awards e fico feliz em saber que esta premiação começa a ficar importante no Brasil.

Além, é claro, da premiação mais non-sense e divertida da publicidade: o desenlions.

Quero um viral! (que espalhe igual a gripe suína)

27, junho, 2009 espyer 1 comentário

O Vírus, como o da gripe suína, é algo que surge e de repente já está no mundo inteiro. Sem um antes ou depois. Segundo o Wikipédia, Vírus é uma partícula basicamente protéica que pode infectar organismos vivos.

Hoje está na moda o viral. O cliente quer um viral, o criativo faz um viral. Será que realmente a agência é capaz de fazer um viral?

Isto é um papo de almoço de horas. Com amigos da agência e de fora da agência. Sempre quando vejo ou escuto alguém falando de fazer um viral comento com o pessoal. Na minha opinião o viral não é apenas fazer, e sim uma conseqüência. Nada nasce viral, e sim vira viral.

Toda semana recebo um report inovador (por sinal muito inspirador!) feito pela Paula Rizzo (paularizzo.com) para a DM9. Há umas semanas atrás vi uma campanha da Rayban:

ao ver este vídeo associei diretamente com um dos primeiros “virais” interessantes que vi na internet:

E logo a uma ação da Lego:

Estas três campanhas foram e estão sendo um hit na internet e existe muitas outras similares.
Será que estamos criando uma fórmula pro viral?

Se sim, esta fórmula deve acabar em seguida. Porque ao ver este da rayban, lembrei em seguida dos outros dois e por não trazer nada inovador ou relevante para espalhar, eu não fui um transmissor ativo deste “virus”, resumindo, não teve spreadability.

(se alguém lembra de mais algum, por favor comente)

Vejo a comunicação atual como uma parte da Teoria do Cisne Negro, ou seja, o inesperado é a chave para entender o mundo, explicado em um almoço pelos meus irmãos Juca (naozero.com.br) e Pablo Spyer.

Mas ainda vejo no mercado muita gente oferecendo viral como se fosse uma mídia normal. Na estratégia de mídia encontramos TV, Rádio, Jornal e Viral. Isso me deixa um pouco preocupado porque estão pensando viral como um meio e não como uma conseqüência.

Fui atrás de informações e descobri Henry Jenkins (http://henryjenkins.org/), um dos mestres de novos meios, criador do termo transmídia, publicou em seu blog a pesquisa feita pelo Convergence Culture Consortium chamado “If it doesn’t spread it is dead”, vale muito ver o vídeo do link. Explica o conceito de convergência, não só a convergência tecnológica, mas sim a convergência social.

“Hoje vivemos em um mundo onde  cada história, imagem, som, idéia, marca vão estar presentes em todas as plataformas de mídias.”

E o Henry Jenkins vai além, num post com mais de 80 páginas, explicando o conceito de spreadability. Reserve um tempo para ler.