Capital, social!
Morei nos EUA dos 14 aos 17. Pude perceber na pele o que era segregação racial. Na escola tinha o lado em que ficavam os brancos, os mexicanos/latinos e os negros. Eu acabava misturando com todos. Jogava basquete com os negros e fiquei amigo, tinha uma turma pequena de brasileiros, falava com os latinos e com os brancos numa boa. Mas percebia perfeitamente que não havia uma união. Não um preconceito na cara… era mais uma coisa de: eu pertenço a essa turma, é aqui que vou ficar.
Num país desses é impressionante como um negro com nome de muçulmano poderia se eleger. Isto me intriga até hoje. Barack Obama teve realmente uma estratégia enorme que vai além de marketing por trás. Quis saber mais infos e achei uma palestra interessantíssima no TED do Clay Shirky que mostra exatamente como a mídia social pode fazer história.
Ele comenta sobre como a idéia motivou indivíduos e tem o conceito de “spreadability”. Faz um paralelo com uma campanha política na Nigéria que usou a tecnologia SMS versus a Norte Americana que utilizou de uma plataforma tecnológica. Ressalta a transferência de Capital Social e não Capital Tecnológico. Passa pela evolução dos meios. Twitter na China… The Great Firewall of China… uma palestra muito interessante.
Internet is the first media in history that has native support for groups and conversation at the same time. Where the phone gave us the one to one power; television, books, magazine gaves us the one to many pattern; the internet gives us the many to many pattern.”
Segue a palestra por completo:
Lembrei também deste case que estave em Cannes este ano… da Droga5 de Nova York.
A estratégia de Obama para conseguir o voto de Judeus Ortodoxos na Florida. Fantástico.
The Great Schlep: Jewish Council for Education and Research
E vou colocar por último o vídeo musical da campanha:
e o cartaz que ficou mundialmente conhecido e em tão pouco tempo fez história:

Quem tiver um tempo, vale ver as palestras do TED, ideas worth spreading. Veja por categoria de seu interesse. Sempre tem uma melhor que a outra.
A mídia mudou. Yes we can!
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