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Quero um viral! (que espalhe igual a gripe suína)

27, junho, 2009 espyer 1 comentário

O Vírus, como o da gripe suína, é algo que surge e de repente já está no mundo inteiro. Sem um antes ou depois. Segundo o Wikipédia, Vírus é uma partícula basicamente protéica que pode infectar organismos vivos.

Hoje está na moda o viral. O cliente quer um viral, o criativo faz um viral. Será que realmente a agência é capaz de fazer um viral?

Isto é um papo de almoço de horas. Com amigos da agência e de fora da agência. Sempre quando vejo ou escuto alguém falando de fazer um viral comento com o pessoal. Na minha opinião o viral não é apenas fazer, e sim uma conseqüência. Nada nasce viral, e sim vira viral.

Toda semana recebo um report inovador (por sinal muito inspirador!) feito pela Paula Rizzo (paularizzo.com) para a DM9. Há umas semanas atrás vi uma campanha da Rayban:

ao ver este vídeo associei diretamente com um dos primeiros “virais” interessantes que vi na internet:

E logo a uma ação da Lego:

Estas três campanhas foram e estão sendo um hit na internet e existe muitas outras similares.
Será que estamos criando uma fórmula pro viral?

Se sim, esta fórmula deve acabar em seguida. Porque ao ver este da rayban, lembrei em seguida dos outros dois e por não trazer nada inovador ou relevante para espalhar, eu não fui um transmissor ativo deste “virus”, resumindo, não teve spreadability.

(se alguém lembra de mais algum, por favor comente)

Vejo a comunicação atual como uma parte da Teoria do Cisne Negro, ou seja, o inesperado é a chave para entender o mundo, explicado em um almoço pelos meus irmãos Juca (naozero.com.br) e Pablo Spyer.

Mas ainda vejo no mercado muita gente oferecendo viral como se fosse uma mídia normal. Na estratégia de mídia encontramos TV, Rádio, Jornal e Viral. Isso me deixa um pouco preocupado porque estão pensando viral como um meio e não como uma conseqüência.

Fui atrás de informações e descobri Henry Jenkins (http://henryjenkins.org/), um dos mestres de novos meios, criador do termo transmídia, publicou em seu blog a pesquisa feita pelo Convergence Culture Consortium chamado “If it doesn’t spread it is dead”, vale muito ver o vídeo do link. Explica o conceito de convergência, não só a convergência tecnológica, mas sim a convergência social.

“Hoje vivemos em um mundo onde  cada história, imagem, som, idéia, marca vão estar presentes em todas as plataformas de mídias.”

E o Henry Jenkins vai além, num post com mais de 80 páginas, explicando o conceito de spreadability. Reserve um tempo para ler.